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Consumo de álcool e remédios

Consumo de álcool e remédios

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Tomar um aperitivo à noite ou um chope com os amigos no fim de semana é comum entre jovens e adultos. Desde que apreciado com moderação, o álcool não é nocivo à saúde. Para o sistema cardiovascular pode até ser benéfico. Entretanto, quando combinado com o uso de certos medicamentos, requer cuidados.

A ingestão de álcool pode alterar o efeito dos remédios. As propriedades de alguns fármacos podem ser potencializadas, provocando reações indesejáveis nos pacientes. É o caso dos anti-histamínicos e ansiolíticos, cujo efeito sedativo, se misturado com o álcool, se torna potencialmente perigoso para quem trabalha com máquinas ou dirige veículos.

A irritação da parede do estômago, provocada sobretudo pelo uso de antiinflamatórios, por sua vez, também pode ser agravada pelo consumo de bebida alcoólica, elevando o risco de causar hemorragia gástrica.

A lista de medicamentos que pode formar um coquetel explosivo com o álcool não termina aqui:

Analgésicos: Comercializados no Brasil sob as marcas Tylenol, Paracetamol e Dórico, entre outras, são largamente utilizados no tratamento da dor aguda. Recomenda-se que grandes consumidores de álcool, cujo funcionamento do fígado está comprometido, não utilizem estes remédios. Para as demais pessoas sãs, estipula-se um limite de quatro gramas ao dia para um adulto.

Antiinflamatórios: O diclofenaco de sódio (Voltaren), o diclofenaco de potássio (Cataflan), o piroxican (Feldene), o tenoxican (Tilatil), o ibuprofeno (Danilon e Motrin) e o naproxeno (Naprosyn), vendidos livremente no Brasil, podem provocar por si só irritação gástrica, úlcera e hemorragia gastrintestinal. Quando associados ao álcool, estes remédios podem potencializar seus efeitos secundários.

Anti-histamínicos: Usados no combate às reações alérgicas, os anti-histamínicos costumam provocar sonolência durante o tratamento. Associado ao álcool, pode ter um efeito sedativo maior, causando redução significativa da atenção e da capacidade de concentração do indivíduo. Produtos mais antigos, à base de desclorofeniramina (Gripefin e Benegripe) ou de prometazina (Fenergan), são os que mais efeitos secundários produzem.

Ansiolíticos: Lexotan, Rohypnol, Dormonid, Diempax, Lorax e Valium são algumas das marcas mais conhecidas comercializadas no Brasil. A combinação com o álcool pode provocar um efeito sedativo prolongado e exagerado.

Antidepressivos: Associar bebida alcoólica com fármacos como o Tryptanol, o Anafranil, o Tofranil e o Pamelor desencadeiam reações semelhantes às dos anti-histamínicos, isto é, uma redução do estado de alerta, e consequente risco na condução e no manejo de máquinas perigosas, e desequilíbrio, com possibilidade de acidente.

Antianginosos: Isordil, Monocordil e Sustrate ou mesmo os emplastros transdérmicos tipo Nitradisc e Nitroderm TTS, associados ao álcool podem potencializar os efeitos vasodilatadores desses medicamentos provocando bruscas alterações de pressão arterial.

Antibióticos: Calor, rubor facial, formigamento pelo corpo, dor de cabeça, fraqueza, palpitações, náuseas, vômitos e eventualmente dificuldade para respirar, são alguns dos sintomas referidos por pessoas que associaram álcool a alguns antibióticos, tais como o Metronidazol (Flagyl), Imidazol (Fasigyn) e as Cefalosporinas, em especial a Cefalexina (Keflex).

Anticoagulantes: Marevan ou Marcoumar, são medicamentos anticoagulantes que, se associados ao álcool podem aumentar o risco de hemorragias.

Antidiabéticos: Náuseas, vômitos, dores abdominais e sedação. Além de hipoglicemia e aumentam o risco de acidose láctica.

 

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